Operação mira ex-gestores e integrantes de comitê em São Paulo por má gestão de recursos destinados à aposentadoria de servidores.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), uma operação para apurar irregularidades na aplicação de R$ 13 milhões provenientes do Fundo de Previdência dos Servidores Municipais de Santo Antônio de Posse (SP). A investigação foca em investimentos realizados no Banco Master que, segundo a auditoria, apresentaram indícios de má gestão e descumprimento de normas de segurança financeira.
A ofensiva é resultado de um alerta emitido pela Subsecretaria de Regimes Próprios de Previdência Social, que identificou problemas na alocação dos recursos do Instituto de Previdência Municipal (IPREM). Entre os alvos da operação estão um ex-diretor, uma ex-supervisora de gestão e três membros do comitê de investimentos. Por determinação da Justiça Federal, os investigados foram afastados dos seus cargos públicos e tiveram os bens bloqueados para garantir o eventual ressarcimento ao erário.
O caso remonta a aplicações feitas em 2024, que entraram em processo de liquidação extrajudicial no ano passado. De acordo com o Portal da Transparência do instituto, o montante estava aplicado em Letras Financeiras com prazos de até 10 anos, o que impediu o resgate antecipado dos valores quando os problemas financeiros da instituição bancária vieram à tona. O Ministério Público de Contas de São Paulo já havia alertado que outros institutos de previdência no estado também realizaram investimentos vultosos na mesma instituição, totalizando centenas de milhões de reais sob risco.
Em nota, a atual gestão da Prefeitura de Santo Antônio de Posse informou que colabora integralmente com as investigações da PF e que, desde 2025, o IPREM revisou os seus critérios de aplicação, passando a investir apenas em instituições de reconhecida solidez. O governo municipal reiterou que a liquidação é um processo técnico supervisionado pelo Banco Central e que monitora a situação para proteger o património dos servidores. O espaço permanece aberto para a defesa dos suspeitos se manifestar.
