Partido de Jair Bolsonaro protocola representação na Justiça Eleitoral alegando uso indevido da máquina pública e propaganda antecipada.
O Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, ingressou com uma representação junto ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) contra os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Jaques Wagner (Relações Institucionais). A ação acusa os dois expoentes do PT baiano de abuso de poder político e econômico, além de suposta propaganda eleitoral antecipada em eventos realizados recentemente no estado.
De acordo com o documento protocolado pelo diretório do PL, as lideranças petistas estariam utilizando palcos de entregas oficiais do Governo Federal para promover candidaturas aliadas e exaltar gestões do partido de forma desproporcional. A legenda oposicionista sustenta que a participação constante dos ministros em atos que misturam entregas administrativas com discursos de cunho político-eleitoral desequilibra a disputa e fere a isonomia necessária entre os candidatos e grupos políticos.
A representação também cita o uso de canais de comunicação oficiais para a propagação de mensagens que, na visão dos advogados do PL, possuem contornos de campanha. O partido solicita ao TRE-BA a aplicação de multas e a restrição de participação dos ministros em determinados eventos públicos que possam configurar palanque eleitoral fora do período permitido pela legislação vigente.
Por meio de suas assessorias e lideranças locais, o Partido dos Trabalhadores (PT) rebateu as acusações, classificando a ação como uma tentativa de judicializar o debate político e impedir que os ministros prestem contas de suas ações à população baiana. Aliados de Rui e Wagner defendem que as agendas são exclusivamente administrativas e visam acompanhar o andamento de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e outras parcerias federativas.
O Tribunal deve analisar o pedido de liminar nos próximos dias. Caso a representação avance, as defesas dos ministros serão notificadas para apresentar os argumentos formais. O caso promete acirrar ainda mais a polarização política na Bahia, sendo acompanhado de perto por juristas e estrategistas das principais legendas que se preparam para o próximo pleito.
