Líder do governo destaca postura institucional e diz que “caça aos votos” não justifica ataques ao Judiciário; declaração ocorre em meio a tensões entre poderes.
O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, reafirmou sua postura de equilíbrio institucional ao comentar os desafios para sua tentativa de reeleição em 2026. Em declaração recente, o parlamentar baiano garantiu que não pretende utilizar críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) como plataforma eleitoral ou ferramenta para conquistar setores do eleitorado mais conservadores ou descontentes com o Judiciário.
Wagner destacou que, embora existam divergências naturais no campo político, o respeito à harmonia entre os poderes deve prevalecer sobre conveniências partidárias. “Não vou fazer críticas ao STF para me reeleger. O meu papel, especialmente como líder do governo, é de construção e diálogo, não de fustigar as instituições que garantem a democracia”, afirmou o senador, distanciando-se de um movimento crescente no Congresso que busca pautar medidas para limitar a atuação da Suprema Corte.
A fala do senador ocorre em um contexto de pressão de alas da oposição e até de setores independentes que cobram um posicionamento mais rígido do Senado contra decisões monocráticas dos ministros. Ao manter uma postura moderada, Wagner busca consolidar sua imagem como um articulador experiente, capaz de transitar entre diferentes correntes sem recorrer ao populismo institucional.
Aliados de Wagner avaliam que a estratégia reforça a sua posição como o principal interlocutor do presidente Lula no Legislativo, garantindo que o governo não entre em rota de colisão direta com o STF. Para o senador, o eleitorado baiano saberá reconhecer o seu trabalho voltado para o desenvolvimento do estado e a estabilidade do país, sem a necessidade de criar palanques baseados em ataques a outros poderes da República.
