Tensão no Médio Oriente e fecho do Estreito de Ormuz provocam fuga de capitais para moedas seguras e salto no preço do petróleo.
O agravamento do conflito no Médio Oriente, com novos ataques no Irão e no Líbano, provocou um forte abalo no mercado financeiro global nesta terça-feira (3). No Brasil, o dólar registou uma subida acentuada frente ao real, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores (B3), operou em queda livre, refletindo o pessimismo dos investidores com a estabilidade geopolítica.
Cotação do Dólar: Por volta do meio-dia, a moeda americana subia 3,16%, sendo cotada a R$ 5,32. O movimento é impulsionado pela procura por ativos de segurança (o chamado “safe haven”) e pelo fortalecimento global do dólar, com o índice DXY a avançar 1%.
Impacto no Petróleo: O barril de petróleo Brent saltou 7,59%, atingindo os US$ 83,72. A escalada deve-se ao anúncio da Guarda Revolucionária iraniana sobre o fecho do Estreito de Ormuz, ponto crucial para o escoamento mundial de combustível, gerando receios imediatos de desabastecimento.
Queda da Bolsa: O Ibovespa recuava 4,3%, fixando-se nos 181 mil pontos. As ações de grandes empresas sofreram perdas significativas: o Itaú Unibanco caiu 3,61% e a Magazine Luiza despencou 5,33%, pressionadas pela alta dos juros e pela aversão ao risco.
Posicionamento do Governo: O ministro Fernando Haddad declarou que, apesar da volatilidade, a guerra não deve afetar as contas públicas de imediato, defendendo que a economia brasileira atravessa um momento sólido.
