Novos laudos técnicos apresentados pelo Departamento de Polícia Técnica trouxeram elementos inéditos para o caso sob investigação.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, desistiu oficialmente de disputar uma vaga ao Senado Federal nas próximas eleições. O recuo estratégico, que vinha sendo debatido de forma reservada por interlocutores do Palácio Guanabara, foi antecipado após o surgimento de novas denúncias e desdobramentos de investigações que passaram a atingir diretamente o núcleo de sua gestão e o seu grupo político.
Com a decisão de abdicar da corrida legislativa, Castro foca agora em concluir o seu mandato à frente do Executivo estadual. O recuo reflete o aumento do isolamento político e o desgaste de sua imagem pública diante do eleitorado, fatores que vinham sendo apontados por lideranças partidárias como obstáculos para a sustentação de um palanque competitivo ao Senado. A permanência do governador no cargo até o fim do mandato também visa garantir estabilidade administrativa e jurídica ao seu grupo político.
A saída de Cláudio Castro da disputa altera profundamente o desenho das chapas eleitorais e as articulações nos bastidores. Partidos como o PL e o União Brasil iniciaram reuniões de emergência para reavaliar as estratégias de composição, mapear novos nomes para a vaga e redefinir a distribuição do fundo eleitoral no estado. Enquanto isso, blocos de oposição tentam capitalizar o momento de fragilidade da base governista para consolidar suas próprias candidaturas.
