Interlocutores do Palácio do Planalto chamaram parlamentares da oposição de “falsos patriotas” após Washington classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas.
O governo federal subiu o tom contra o clã Bolsonaro e parlamentares da oposição após a decisão dos Estados Unidos de classificar formalmente as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Integrantes e aliados da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusaram abertamente o grupo político rival de oportunismo e de tentar “surfar” na medida adotada por Washington para desgastar a imagem do Brasil no exterior.
Membros da base governista classificaram a postura dos opositores como a de “falsos patriotas”. O argumento central do Planalto é que a ala bolsonarista utiliza um tema sensível de segurança pública e soberania nacional para fazer palanque político internacional, celebrando uma chancela estrangeira apenas para atacar as instituições e a atual administração brasileira. A reação ocorre após deputados e senadores da direita usarem as redes sociais para aplaudir a medida norte-americana e cobrar ações imediatas do Executivo nacional.
Por sua vez, o Ministério da Justiça e Segurança Pública ressaltou que o combate ao crime organizado no país é conduzido com independência, inteligência e cooperação policial interna, sem a necessidade de interferências externas. O governo reforçou que a politização de decisões de segurança de outros países por parte de frentes legislativas apenas prejudica os esforços estruturais de segurança pública e a diplomacia do país.
