Técnico do Palmeiras elogiou intensidade do Esquadrão, mas revelou estratégia usada para explorar falha defensiva do lateral tricolor.
A vitória do Palmeiras por 2 a 1 sobre o Bahia na Arena Fonte Nova, ocorrida no último domingo (5), ainda repercute nos bastidores do futebol brasileiro. Durante a coletiva pós-jogo, o técnico alviverde Abel Ferreira fez uma análise tática profunda do adversário e não hesitou em apontar o que considera a principal fragilidade do esquema montado por Rogério Ceni: o posicionamento do lateral-esquerdo Luciano Juba.
Abel elogiou a agressividade e a organização do Bahia, classificando a equipe como “muito bem montada”, mas destacou que o comportamento tático de Juba cria oportunidades para os adversários. “É uma equipe que joga muito bom futebol, mas que deixa um espaço nas costas do lateral que entra por dentro, que é o Juba”, afirmou o treinador português. Segundo ele, essa brecha foi fundamental para que o Palmeiras conseguisse ser mais eficiente e consistente durante o confronto em Salvador.
Além da análise técnica, Abel Ferreira adotou um tom de provocação ao comentar a eliminação do Bahia em competições continentais. O comandante palmeirense sugeriu que, se o Tricolor tivesse entrado com a mesma intensidade e agressividade física que demonstrou contra o Palmeiras nos jogos da Libertadores (onde foi eliminado pelo O’Higgins-CHI), certamente ainda estaria disputando um torneio internacional.
Com o resultado, o Palmeiras se isolou na liderança do Brasileirão com 25 pontos, enquanto o Bahia estacionou nos 17 pontos, caindo para a quinta posição na tabela. O comentário de Abel Ferreira já gera debates entre torcedores e analistas sobre a necessidade de ajustes no sistema defensivo tricolor para as próximas rodadas.
