Laudo contradiz tese de suicídio e sugere que a vítima estava inconsciente ou em estado de vulnerabilidade no momento do disparo.
Uma nova e impactante prova pericial pode mudar completamente os rumos da investigação sobre a morte da esposa de um tenente-coronel da Polícia Militar. Segundo o laudo técnico divulgado nesta terça-feira (10), foram encontrados sinais biológicos de que a vítima teria sofrido um desmaio ou perda de consciência momentos antes de ser atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça.
A Nova Evidência: Os peritos do Instituto de Criminalística identificaram lesões específicas e a ausência de reações defensivas típicas, além de indicadores fisiológicos que sugerem uma queda de pressão abrupta ou síncope prévia ao tiro. Essa descoberta coloca em xeque a versão inicial apresentada pela defesa do oficial, que trabalhava com a hipótese de que a mulher teria tirado a própria vida.
Contradições: O documento aponta que a trajetória da bala e a posição em que o corpo foi encontrado não são compatíveis com um ato voluntário realizado por alguém em estado de choque ou desmaiado. “Uma pessoa inconsciente não tem coordenação motora para empunhar uma arma e efetuar um disparo com aquela precisão técnica”, afirmou uma fonte ligada à investigação ao BNN.
Histórico de Violência: Familiares da vítima já haviam prestado depoimentos relatando um histórico de abusos psicológicos e ameaças por parte do militar. Com o novo laudo, a Polícia Civil agora trabalha com a linha de investigação de feminicídio qualificado, onde o desmaio pode ter sido causado por uma agressão física anterior ou estrangulamento incompleto.
Posicionamento do Militar: O tenente-coronel, que segue afastado de suas funções administrativas na corporação, nega qualquer envolvimento no crime e mantém a afirmação de que tentou socorrer a esposa após ouvir o barulho do tiro vindo do quarto do casal.
