Especialistas apontam que intervenções estéticas no terço inferior da face não substituem tratamentos ortodônticos e funcionais.
A recente harmonização facial realizada pelo atacante Vini Jr continuou gerando debates entre profissionais da saúde e estética. Após a veiculação do resultado das intervenções no rosto do atleta da Seleção Brasileira e do Real Madrid, especialistas chamaram a atenção para os limites dos procedimentos estéticos em relação a problemas funcionais, como a respiração bucal.
Médicos e dentistas especializados explicam que, embora o preenchimento com ácido hialurônico e o reajuste das linhas do maxilar e do queixo tragam um contorno estético mais definido, as aplicações não alteram a estrutura óssea subjacente nem corrigem disfunções respiratórias. O hábito de respirar pela boca, comum em pessoas com alterações no desenvolvimento facial, exige acompanhamento multidisciplinar com ortodontistas, otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos.
A discussão ressalta a importância de alinhar expectativas antes de realizar procedimentos invasivos no rosto. A harmonização atua na superfície e no volume dos tecidos moles, mas não substitui cirurgias ortognáticas ou aparelhos funcionais quando o objetivo envolve a melhora da via aérea e da mastigação.
Destaques do Caso:
- Estética vs. Função: Especialistas alertam que a harmonização facial corrige o contorno visual, mas não trata a respiração bucal.
- Abordagem Médica: A correção de disfunções estruturais exige acompanhamento fonoaudiológico e ortodôntico contínuo.
- Repercussão da Transformação: A intervenção no visual do jogador do Real Madrid reacendeu discussões sobre procedimentos estéticos em atletas.
