MPDFT acusa a influenciadora e a plataforma de apostas de utilizarem estratégias enganosas para induzir usuários ao erro no Mundial de 2026.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizou uma Ação Civil Pública contra a influenciadora digital Virginia Fonseca e a plataforma de apostas Blaze (Foggo Entertainment Ltda.). O órgão requer a condenação solidária das partes ao pagamento de uma indenização por danos morais coletivos de, no mínimo, R$ 120 milhões, além da interrupção imediata de campanhas publicitárias consideradas abusivas.
A petição, apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, aponta que as campanhas de marketing induziam o público ao erro por meio de promessas de lucros fáceis, omitindo os riscos financeiros reais envolvidos nas apostas. O documento cita nominalmente publicações feitas por Virginia no Instagram durante a Copa do Mundo de 2026, nas quais a influenciadora simulava realizar palpites esportivos de maneira espontânea, sem indicar de forma clara que os conteúdos se tratavam de publicidade paga.
O inquérito reuniu um relatório técnico com mais de 42 mil reclamações de usuários contra a Blaze. Entre os principais problemas apontados pelos consumidores estão a retenção indevida de valores, o bloqueio injustificado de contas ativas e a imposição de metas de apostas consideradas inalcançáveis. O montante de R$ 120 milhões sugerido pelo Ministério Público foi calculado com base no faturamento estimado da operadora de jogos de azar. O processo ainda aguarda a análise e apreciação da 7ª Vara Cível de Brasília.
Destaques do Caso:
- Indenização milionária: O Ministério Público pede uma condenação de pelo menos R$ 120 milhões por danos morais coletivos.
- Publicidade velada: A ação aponta que posts de Virginia na Copa de 2026 simulavam apostas espontâneas para camuflar ações comerciais.
- Queixas massivas: O relatório do MPDFT compilou mais de 42 mil reclamações técnicas de consumidores lesados pela plataforma.
