Impasse entre rodoviários e empresários sobre a liberação de motoristas e cobradores durante as partidas ameaça travar a mobilidade urbana.
A mobilidade urbana em Salvador enfrenta uma séria ameaça de paralisação nos dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. O Sindicato dos Rodoviários e o sindicato patronal iniciaram uma série de discussões complexas sobre a operação das frotas de transporte coletivo, levantando o risco real de o município ficar temporariamente sem ônibus circulando nas principais vias urbanas antes, durante e logo após as partidas.
A principal demanda da categoria dos trabalhadores gira em torno do direito de acompanhar as transmissões dos confrontos do Brasil no Mundial. Os rodoviários pleiteiam a suspensão temporária das viagens ou a criação de um esquema especial de escalas que permita a pausa nas rotas. Contudo, as concessionárias de transporte alertam para o impacto logístico que a medida causaria na cidade, prejudicando milhares de trabalhadores de outros setores essenciais que dependem do transporte público para retornar para suas residências.
A Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) acompanha as negociações de perto e atua como mediadora para evitar um apagão no transporte da capital baiana. A pasta estuda planos de contingência, como a manutenção de uma frota reguladora mínima nas estações de transbordo e o reforço em modais alternativos, mas reforça a necessidade de um acordo urgente entre as partes para mitigar prejuízos à população soteropolitana.
Destaques do Impasse:
- Demanda da Categoria: Rodoviários exigem a interrupção temporária das frotas durante os 90 minutos de jogo para assistir à Seleção.
- Impacto na Cidade: Empresários e poder público alertam para o risco de saturação das vias e desassistência de passageiros nos horários de pico.
- Mediação Ativa: Semob busca formular um plano de operação integrada que concilie o direito de descanso e a manutenção do serviço público essencial.
