Tribunal superior considerou fundamentada a prisão preventiva da influenciadora e advogada no âmbito de investigação sobre lavagem de dinheiro.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra. Com a decisão judicial, a empresária permanece sob custódia preventiva do sistema prisional, mantendo os desdobramentos da operação que apura a existência de uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar ilegais.
A equipe jurídica de Deolane argumentava que a manutenção da prisão preventiva seria uma medida extrema e desproporcional, solicitando a substituição da reclusão por prisão domiciliar ou aplicação de medidas cautelares alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, o ministro relator do caso no STJ rejeitou os argumentos defensivos, apontando que a decretação da prisão está devidamente respaldada na necessidade de garantia da ordem pública e na preservação da instrução criminal.
A investigação que envolve a influenciadora já resultou no bloqueio de milhões de reais em ativos financeiros, além da apreensão de veículos de luxo, aeronaves e imóveis de alto padrão vinculados aos suspeitos. O processo segue em tramitação sob sigilo de Justiça em partes de seus desdobramentos, e a defesa da investigada estuda o ingresso de novos recursos em instâncias superiores para tentar reverter a decisão.
Destaques do Caso no STJ:
- Garantia da Ordem: Colegiado considerou que a gravidade concreta das infrações justifica o isolamento cautelar dos envolvidos.
- Manutenção da Custódia: Pedidos de conversão em regime domiciliar foram indeferidos com base na necessidade de assegurar a aplicação da lei penal.
- Continuidade das Investigações: Operação policial segue analisando as transações financeiras e o fluxo de capitais das empresas ligadas ao grupo.
