Operação de larga escala ocupa bairros da capital baiana após ataque a agente; cúpula da Segurança Pública garante que não recuará até identificar todos os envolvidos.
A Polícia Militar da Bahia (PMBA) deflagrou, na manhã deste domingo (19), uma operação de ocupação e buscas intensificadas em diversas localidades de Salvador. A ofensiva é uma resposta direta ao recente atentado contra um policial militar, ocorrido em circunstâncias que demonstram a audácia de grupos criminosos na capital. Sob o lema de “tolerância zero”, unidades especializadas como o BOPE, a Rondesp e o Graer foram mobilizadas para localizar os responsáveis pelo crime.
De acordo com o comando da corporação, as incursões focam em áreas mapeadas pela inteligência onde facções rivais disputam o controle do tráfico e costumam buscar refúgio. Durante as diligências, o policiamento foi reforçado com barreiras móveis, abordagens a veículos suspeitos e incursões a pé em regiões de difícil acesso. A ordem é clara: manter a presença ostensiva até que os autores do atentado sejam capturados e as armas utilizadas no crime sejam apreendidas.
“Não haverá recuo. O Estado é soberano e qualquer ataque contra um agente de segurança é um ataque contra toda a sociedade”, afirmou um porta-voz da Segurança Pública. A operação também conta com o apoio de tecnologias de videomonitoramento e reconhecimento facial para identificar indivíduos com mandados de prisão em aberto que possam estar ligados à estrutura criminosa que planeou o ataque.
Até ao momento, a polícia já realizou apreensões de materiais ilícitos e conduziu suspeitos para averiguação, mas o alvo principal continua a ser o grupo diretamente envolvido no atentado. A PM solicita que a população colabore com informações através do Disque Denúncia (181), garantindo que todas as pistas serão verificadas com o máximo sigilo. A previsão é que o reforço no policiamento permaneça por tempo indeterminado nestas regiões.
