Presidente da Fundação Gregório de Mattos rebate críticas de “terra arrasada” e reforça que cena teatral baiana está viva e reconquistando o público.
O diretor teatral e presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, saiu em defesa da força e da efervescência do movimento teatral em Salvador. Em entrevista concedida nesta sexta-feira (10), Guerreiro rebateu críticas recentes sobre uma suposta falta de apoio e infraestrutura para as artes cênicas na capital, afirmando categoricamente que o teatro baiano “está vivo” e em um momento especial de reconexão com a plateia.
A declaração surge após comentários do ator Luis Miranda, que apontou a carência de palcos e auditórios adequados na cidade. Guerreiro, por sua vez, destacou que a FGM apoia atualmente mais de 60 atividades de artes cênicas entre os meses de março e abril, com cerca de 10 grandes espetáculos ocupando os palcos da cidade por meio de editais como o “Gregórios” e o “Chamadão das Artes Cênicas”.
“Essa história de terra arrasada é muito ruim para o público. Ela dá uma sensação de que o teatro acabou, e não é verdade. O teatro está vivo, importante e, inclusive, reconquistando o público com vários espetáculos de lotação esgotada em gêneros variados”, defendeu o diretor. Entre as montagens em destaque, Guerreiro citou o musical ‘Arrocha’, o espetáculo em homenagem a Elza Soares ‘Se Acaso Você Chegasse’, e o premiado ‘Vermelho Melodrama’.
A programação da FGM para 2026 também prevê estreias aguardadas para o segundo semestre, incluindo o musical ‘Bocas do Inferno’, focado na obra de Gregório de Mattos, e a nova produção da Cia Baiana de Patifaria, ‘A Vida é um Cabaré!’. Para o presidente da fundação, o movimento atual é fruto da própria provocação dos artistas locais, consolidando Salvador como um polo de produção teatral contínua e diversificada, apesar dos desafios estruturais da área cultural.
