Deputada federal defende aprovação da Lei da Misoginia e ampliação do orçamento para políticas de acolhimento a mulheres vítimas de violência.
A deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA) defendeu, nesta quinta-feira (9), uma mudança de postura do Estado no combate ao feminicídio. Em entrevista ao BNews, a parlamentar detalhou as discussões ocorridas na Câmara dos Deputados sobre o aumento dos casos de violência contra a mulher e misoginia no Brasil, ressaltando que a intervenção pública precisa ser imediata, logo após o primeiro sinal de agressão.
“Nós precisamos começar a agir na primeira denúncia de um empurrão, de uma ameaça. Porque aquele que ameaça, cumpre. Diferente do ditado popular, no caso da violência contra a mulher, quem muito late, geralmente mata”, alertou Lídice. A deputada argumenta que a Justiça e as forças de segurança precisam estar melhor preparadas para acolher e proteger as vítimas de forma preventiva, evitando que ameaças verbais ou agressões leves evoluam para crimes fatais.
Um dos pilares da estratégia defendida pela parlamentar é a aprovação da Lei da Misoginia, que está em análise na Casa. Além disso, Lídice da Mata destacou a necessidade de ampliar o orçamento destinado às políticas de defesa da mulher e criar mais espaços de acolhimento. Para ela, a dependência financeira é um dos maiores obstáculos, já que muitas mulheres permanecem com o agressor por não terem para onde ir ou como sustentar os filhos.
A discussão na Câmara também abordou a qualificação da mão de obra feminina como forma de garantir autonomia e quebrar o ciclo de violência. O objetivo do grupo de trabalho é fortalecer a rede de proteção e garantir que juízes e demais agentes públicos tenham um preparo específico para lidar com a complexidade desses casos, garantindo a integridade física e psicológica das vítimas.
