Decisão da entidade segue protocolo padrão, apesar das fortes críticas do técnico Rogério Ceni e do elenco tricolor.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não deve tornar público o áudio das conversas da equipe de arbitragem de vídeo no lance que resultou no segundo gol do Palmeiras contra o Bahia, na partida realizada neste domingo (5), pela 10ª rodada da Série A. O revés por 2 a 1 na Arena Fonte Nova gerou revolta entre os jogadores e a comissão técnica tricolor.
A justificativa para a não divulgação baseia-se no protocolo padrão da entidade: os áudios do VAR só são liberados quando ocorre uma divergência entre a decisão tomada pelo árbitro de campo e a recomendação da cabine de vídeo. No caso do confronto em Salvador, o árbitro de vídeo Rodolpho Toski Marques concordou com a marcação feita por Lucas Casagrande no gramado, o que, pelas normas atuais, desobriga a publicação do diálogo.
O lance em questão aconteceu após uma cobrança de escanteio de Andreas Pereira. Na jogada, o zagueiro palmeirense Gustavo Gómez deslocou David Duarte no alto antes de a bola desviar em Ramos Mingo e entrar no gol. O técnico Rogério Ceni não poupou críticas na coletiva de imprensa, classificando a atuação como “vergonhosa” e afirmando que o resultado foi diretamente influenciado por um erro claro de interpretação.
Ceni destacou que o defensor do Palmeiras nem sequer disputou a bola, focando apenas em deslocar o jogador do Bahia. Outros atletas, como o próprio David Duarte, também demonstraram indignação com a falta de intervenção do VAR em um lance que consideraram “absurdo”. Com o resultado, o Bahia perdeu pontos importantes dentro de casa na tabela do Brasileirão.
