O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), foi alvo de vaias durante o Festival de Forró de Mucugê, na Chapada Diamantina, na noite de sexta-feira (10). O episódio aconteceu quando a prefeita Ana Medrado subiu ao palco e mencionou o nome do governador. A reação do público não passou despercebida pela oposição: o vice-presidente nacional do União Brasil e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, usou o momento para comentar o crescente sentimento de insatisfação popular no estado.
O Veto do Público no Festival
As imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que parte da plateia do Festival de Forró de Mucugê começa a manifestar desaprovação com vaias ao ouvir o nome do governador. O evento, que atrai um público diverso, serviu como palco para a manifestação de um descontentamento que, segundo analistas políticos, tem sido percebido em outras regiões do estado.
A Reação de ACM Neto
O principal opositor ao grupo político de Jerônimo Rodrigues, ACM Neto, não demorou a comentar o caso. Em uma declaração neste sábado (11), o vice-presidente nacional do União Brasil ligou as vaias ao desgaste das duas décadas de gestões petistas no estado.
“Quando o povo quer mudança, não tem jeito. É Mucugê falando pela Bahia,” afirmou Neto, sugerindo que o ocorrido reflete um sentimento que transcende a Chapada Diamantina.
O comentário de Neto busca pautar o episódio como um termômetro para as eleições futuras, transformando um incidente localizado em um indicativo de insatisfação popular em escala estadual.
Contexto de Vaias Recorrentes
O episódio em Mucugê se soma a um circuito de vaias que o governador Jerônimo Rodrigues tem enfrentado em eventos públicos. Em festas juninas e outras celebrações, o governador já havia sido alvo de manifestações de desaprovação. Fontes políticas chegaram a indicar que o governador teria sido orientado a evitar o contato com grandes públicos em algumas ocasiões para evitar constrangimentos.
Em resposta a episódios anteriores, o próprio antecessor de Jerônimo, Rui Costa, chegou a declarar que, se um político “só quiser ser aplaudido, é melhor escolher outra carreira”, minimizando a importância das vaias como termômetro político.
