Natural de Ipiaú, parlamentar do PL-SP é alvo da terceira fase da Operação Transparência por suposto tráfico de influência e intermediação com o Banco Master.
O deputado federal Antonio Cezar Correia Freire (PL-SP), conhecido publicamente como Cezinha de Madureira, tornou-se um dos alvos principais da terceira fase da Operação Transparência, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A investigação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), apura supostos crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Nascido em 1973 no município de Ipiaú, no sul da Bahia, Cezinha é uma das figuras de maior influência no segmento evangélico e na ala bolsonarista do Congresso Nacional. O parlamentar é próximo do ministro do STF André Mendonça e teria, segundo as investigações, articulado um encontro privado entre o magistrado e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para tratar de créditos de precatórios de interesse da instituição financeira.
Em nota oficial, o deputado baiano afirmou que confia na Justiça, colocou-se à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e ressaltou que mantém uma postura ilibada. Cezinha também criticou o momento da ação policial, declarando que medidas com tamanha repercussão deveriam ser conduzidas com isenção e distância do cenário político-eleitoral.
Destaques do Caso:
- Origem Baiana: Deputado nasceu em Ipiaú (BA) e construiu carreira política ligada à bancada evangélica.
- Foco da Operação Transparência 3: PF apura intermediação entre agente público e o banqueiro Daniel Vorcaro.
- Defesa do Parlamentar: Cezinha de Madureira alega conduta ilibada e critica viés político das diligências.
