Vítima sobrevivia apenas com recursos do programa Bolsa Família enquanto prestava serviços em condomínio de luxo.
Uma operação das autoridades resultou no resgate de uma trabalhadora doméstica que vivia em condições análogas à escravidão em um imóvel no condomínio Alphaville. De acordo com as apurações do caso, a mulher iniciou as atividades laborais para os empregadores quando tinha apenas 7 anos de idade e, ao longo de todo o período, nunca recebeu salário fixo ou remuneração devida pelos serviços prestados.
A situação de extrema vulnerabilidade veio à tona após denúncias sobre as condições em que a trabalhadora era mantida. Sem acesso a direitos trabalhistas básicos ou pagamentos por parte dos responsáveis pela residência, a subsistência da vítima dependia exclusivamente dos repasses mensais obtidos por meio do programa social Bolsa Família.
O caso foi encaminhado para os órgãos competentes e segue sob fiscalização e investigação criminal na esfera do trabalho. As autoridades buscam a responsabilização legal dos envolvidos e a garantia das medidas de assistência e reparação jurídica necessárias para a vítima de exploração laboral.
Destaques do Caso:
- Exploração desde a Infância: A trabalhadora foi submetida ao ambiente de trabalho doméstico forçado com apenas 7 anos de idade.
- Retenção de Salário: Durante os anos de prestação de serviço na residência, a funcionária jamais teve acesso a pagamentos salariais formais.
- Sustento por Auxílio: A única fonte de renda utilizada para a sobrevivência da vítima era o benefício governamental do Bolsa Família.
