Mais de R$ 265 milhões estão retidos devido a falhas simples no preenchimento de dados bancários; confira o passo a passo para regularizar.
Se você está aguardando a restituição do Imposto de Renda 2026 e o dinheiro ainda não caiu na conta, o motivo pode ser um erro simples de preenchimento. Segundo dados da Receita Federal, mais de 17 mil pagamentos foram retidos apenas no lote liberado em março, somando cerca de R$ 265,6 milhões travados por inconsistências, principalmente nos dados bancários.
O bloqueio ocorre por segurança quando o sistema da Receita cruza as informações da declaração com os dados dos bancos e encontra qualquer divergência. Erros comuns incluem digitação incorreta da agência ou conta, informar uma conta que não está no nome do declarante (titularidade diferente) ou indicar contas que não aceitam esse tipo de crédito. Outro ponto crítico é a chave Pix: para receber a restituição por este meio, a chave deve ser obrigatoriamente o CPF do contribuinte. Chaves vinculadas a e-mail ou telefone são causas frequentes de retenção.
Para resolver a situação, o contribuinte deve acessar o portal e-CAC ou o aplicativo “Meu Imposto de Renda” utilizando uma conta Gov.br (nível prata ou ouro). Lá, é possível identificar o motivo exato da retenção e realizar a correção dos dados. Vale lembrar que, após o ajuste, o dinheiro não é liberado imediatamente; a restituição volta para a fila e será paga nos lotes mensais seguintes, conforme o calendário oficial.
A Receita Federal também faz um alerta importante sobre golpes: o órgão não solicita dados bancários nem envia links para regularização por e-mail, SMS ou WhatsApp. Qualquer ajuste deve ser feito exclusivamente pelos canais oficiais para garantir a segurança dos seus dados e do seu dinheiro.
