Senador argumenta que cúpula da Fazenda e do Banco Central deve explicar supostas interferências políticas na economia e no setor de apostas.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou, nesta segunda-feira (9), um pedido formal para que o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sejam investigados no âmbito da CPI das Bets. O parlamentar alega que houve omissão e possíveis irregularidades na regulamentação do setor de apostas esportivas e na condução de políticas monetárias que impactaram o mercado nacional.
A Justificativa: Flávio Bolsonaro sustenta que o Ministério da Fazenda demorou a implementar mecanismos de controle que poderiam ter evitado o endividamento excessivo das famílias brasileiras com as apostas online. Em sua fala, o senador afirmou que “é preciso entender se a inércia foi técnica ou se houve interesse político em manter o fluxo bilionário sem a devida fiscalização”.
Foco em Galípolo: Quanto a Gabriel Galípolo, o senador questiona se as recentes decisões sobre a taxa de juros e as comunicações do Banco Central teriam sofrido influência direta do Palácio do Planalto, ferindo a autonomia da instituição. Flávio quer que Galípolo apresente registros de reuniões e comunicações oficiais que antecederam as últimas reuniões do Copom.
Reação do Governo: Líderes da base governista no Senado classificaram o pedido como “manobra política” e “tentativa de criar cortina de fumaça” diante de outras investigações em curso. O senador Randolfe Rodrigues afirmou que não há fundamentos jurídicos que justifiquem a inclusão dos nomes na CPI, uma vez que a regulamentação seguiu todos os ritos legislativos.
Próximos Passos: O requerimento de Flávio Bolsonaro precisa ser lido e votado pela comissão. Caso aprovado, Haddad e Galípolo poderão ser convocados para prestar depoimento ou convidados a fornecer esclarecimentos por escrito, o que pode elevar a temperatura política no Congresso nas próximas semanas.
