Escalada militar sem precedentes entre Irã, EUA e Israel coloca diplomacia brasileira em estado de alerta máximo para repatriações e impactos econômicos.
Diante do agravamento das hostilidades no Oriente Médio, o embaixador brasileiro na região emitiu um alerta contundente nesta segunda-feira (2). Segundo o diplomata, o cenário de guerra total é iminente e o governo brasileiro deve se “preparar para o pior”, prevendo dificuldades extremas para cidadãos residentes e reflexos imediatos na economia global.
Cenário Crítico: O aviso surge após o início da “Operação Epic Fury” pelos Estados Unidos e a incursão de mísseis iranianos em espaços aéreos aliados, como os Emirados Árabes. Para o embaixador, a morte de líderes de alto escalão e a retórica de destruição nuclear mudaram o conflito de uma disputa regional para uma ameaça global de larga escala.
Repatriação em Foco: O Itamaraty já começou a desenhar um plano de contingência para a retirada de brasileiros em áreas de risco, como o Líbano, Irã e Israel. A “Operação Voltando em Paz” pode ser reativada com logística reforçada, dado que o fechamento de hubs aéreos, como o de Dubai, isolou rotas comerciais tradicionais.
Impactos Internos: No Brasil, o governo monitora o preço do barril de petróleo. O embaixador destacou que um bloqueio no Estreito de Ormuz ou ataques a refinarias podem disparar a inflação e forçar reajustes severos nos combustíveis pela Petrobras, afetando diretamente o bolso do consumidor brasileiro.
Diplomacia: Apesar do apelo por contenção, a diplomacia brasileira reconhece que o espaço para negociação está diminuindo drasticamente, com as potências envolvidas ignorando pedidos de cessar-fogo das Nações Unidas.
