Especialistas alertam que a ausência de sintomas respiratórios é um dos principais sinais que distinguem a arbovirose de infecções comuns
Com o aumento dos casos de arboviroses neste início de março, muitos pacientes têm chegado às unidades de saúde com dúvidas sobre o diagnóstico. Embora a febre e o mal-estar sejam queixas comuns tanto na dengue quanto em viroses respiratórias, a forma como o corpo reage e a evolução dos sinais clínicos são determinantes para o tratamento correto e a prevenção de complicações.
Dengue (Sinais Clínicos): A principal característica da dengue é a febre alta de início súbito, geralmente acompanhada de dor intensa atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações (a sensação de “corpo quebrado”). Um diferencial importante é a ausência de sintomas respiratórios, como coriza, tosse ou dor de garganta. Manchas vermelhas na pele e coceira também podem surgir entre o terceiro e o quarto dia.
Virose Comum: Nas viroses respiratórias (como gripe ou resfriado), a febre costuma ser acompanhada de congestão nasal, espirros e dor de garganta. Já nas viroses gastrointestinais, o foco principal são as cólicas, náuseas e diarreia, muitas vezes sem a dor articular profunda típica da dengue.
Sinais de Alarme: A atenção deve ser redobrada quando a febre começa a baixar (entre o 3º e 7º dia). Se o paciente apresentar dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura ao se levantar ou sangramentos (nariz e gengiva), deve procurar uma emergência imediatamente, pois são indícios de dengue grave.
Recomendação Médica: A hidratação é fundamental em ambos os casos, mas a automedicação é perigosa. O uso de medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (Aspirina) e anti-inflamatórios é contraindicado em caso de suspeita de dengue, pois aumenta o risco de hemorragias.
