Egídio de Carvalho Neto, da Paraíba, utilizava dinheiro de celulares doados pela Receita Federal para comprar imóveis de luxo.
A Justiça da Paraíba condenou o padre Egídio de Carvalho Neto a cinco anos, seis meses e 20 dias de prisão pelo furto de mais de 600 telemóveis doados pela Receita Federal ao Hospital Padre Zé, em João Pessoa. A decisão, divulgada pelo Ministério Público na última quarta-feira (25), também obriga o sacerdote a restituir mais de meio milhão de reais à instituição.
O Esquema: As investigações da Operação Indignus revelaram que o padre, que dirigia o hospital, desviava recursos que deveriam ser destinados ao atendimento de pessoas carentes e à alimentação de moradores de rua. Os aparelhos eletrónicos doados foram vendidos para financiar um estilo de vida luxuoso, incluindo a compra de imóveis de alto padrão.
Condenação do Auxiliar: Além do clérigo, um assistente que participou no esquema foi condenado a quatro anos e sete meses de prisão. Ambos deverão cumprir a pena inicialmente em regime semiaberto e foram multados.
Prisão Domiciliar: Atualmente, o padre Egídio cumpre prisão domiciliar devido a um tratamento contra o cancro. A defesa do sacerdote informou que já recorreu da sentença, alegando inocência.
Património Sequestrado: O Ministério Público já identificou pelo menos 19 imóveis atribuídos ao padre, sendo que mais de 30 bens foram sequestrados judicialmente para garantir o ressarcimento das vítimas e da Arquidiocese da Paraíba.
