Prefeito de Salvador adota cautela ao falar sobre migração do senador para a oposição e reforça que conversas seguem no campo institucional.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), decidiu baixar o tom sobre a possível chegada do senador Angelo Coronel (PSD) ao grupo de oposição. Em declaração nesta quarta-feira (4), o gestor negou que o acordo esteja selado, classificando as conversas atuais como “diálogos naturais da política”. A fala busca arrefecer a euforia dos bastidores e evitar um confronto direto com a base governista antes do momento estratégico ideal.
Cautela Estratégica
Diferente das declarações anteriores que impunham condições, Bruno Reis agora prefere o caminho da discrição. “Não existe nada fechado. Coronel é um amigo, uma liderança expressiva, mas cada movimento tem seu tempo”, afirmou o prefeito. A mudança de postura indica que o grupo liderado por ACM Neto prefere que o desgaste de Coronel com o PT ocorra de forma natural, sem parecer uma “cooptação” agressiva pela oposição.
O Fator PSD
O prefeito entende que a saída de Coronel do PSD não é simples, pois envolve a base de prefeitos do senador e sua relação com o diretório nacional do partido. Bruno Reis ressaltou que, embora as portas do União Brasil estejam abertas, o foco atual da gestão é o planejamento do Carnaval e as entregas administrativas, deixando as definições de chapa para o segundo semestre.
Repercussão na Base Aliada
Nos bastidores, a cautela de Bruno é vista como um gesto para não melindrar outros aliados da oposição que também pleiteiam espaço na chapa majoritária de 2026. Ao dizer que “não está fechado”, o prefeito mantém o equilíbrio entre as forças internas do seu grupo enquanto aguarda a decisão final do senador pessedista.
