Ederlan Mariano e outros três réus enfrentam júri popular no Fórum de Dias d’Ávila; crime de grande repercussão chocou a Bahia em 2023.
O Tribunal do Júri retoma nesta terça-feira (24) o julgamento dos acusados pela morte da cantora gospel Sara Mariano. O crime, ocorrido em outubro de 2023, tem como principal réu o marido da vítima, Ederlan Mariano, apontado pelas investigações como o mandante do feminicídio. A sessão acontece no Fórum de Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, e deve definir o futuro dos quatro envolvidos no caso.
Os Réus: Além de Ederlan Mariano, sentam no banco dos réus Gideão Duarte, Victor Gabriel e o Bispo Weslen. Eles respondem por crimes de homicídio qualificado, feminicídio, ocultação de cadáver e associação criminosa. Segundo o Ministério Público, cada um teve um papel específico na execução e na tentativa de esconder o corpo da cantora, que foi encontrado carbonizado às margens da BA-093.
A Acusação: A tese da acusação sustenta que Ederlan planejou o crime motivado por ciúmes e controle sobre a carreira e as finanças da esposa. O motorista Gideão teria feito o transporte da vítima, enquanto Victor e Weslen estariam envolvidos na execução direta e na ocultação do corpo.
Expectativa do Júri: O julgamento, que já passou por adiamentos, é cercado de expectativa por parte de familiares de Sara, que realizam vigílias em frente ao fórum pedindo por justiça. A defesa dos réus busca desqualificar as provas técnicas e os depoimentos que ligam os acusados ao planejamento do crime.
Relembre o Caso: Sara Mariano desapareceu após sair para um suposto evento religioso. Após dias de buscas, seu corpo foi identificado pelo próprio marido no local do crime. Dias depois, o cenário mudou drasticamente quando a polícia efetuou a prisão de Ederlan após contradições em seu depoimento.
