Ministro da Casa Civil defende gestão estadual e federal, apontando lucro excessivo das empresas como vilão do preço nas bombas.
O ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), saiu em defesa das gestões petistas nesta sexta-feira (20), rebatendo as críticas da oposição sobre o preço dos combustíveis no estado. Em declarações fortes, Rui desviou o foco do ICMS e da política de preços da Refinaria de Mataripe (Acelen), apontando as distribuidoras de combustíveis como as principais responsáveis pelos recentes aumentos, classificando as suas margens de lucro como “exorbitantes”.
O Contra-ataque: Após as críticas de ACM Neto sobre a falta de sensibilidade do governo, Rui Costa afirmou que o problema não reside na carga tributária estadual, que permanece estável. “O que estamos vendo é uma apropriação indébita de renda por parte de algumas distribuidoras, que elevam os preços muito acima da variação do mercado internacional”, disparou o ministro.
Fiscalização em Pauta: O ministro sugeriu que os órgãos de controlo, como o Ministério da Justiça e o CADE, devem intensificar a fiscalização sobre o setor de distribuição. Para Rui, não há justificativa técnica para que a Bahia apresente valores tão díspares em relação a outros estados, uma vez que a refinaria local segue parâmetros de mercado conhecidos.
Herança da Privatização: O ex-governador não perdeu a oportunidade de recordar que a privatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), agora Mataripe, foi uma decisão do governo anterior (Bolsonaro), o que retirou do Estado o poder de intervenção direta nos preços. “Privatizaram o monopólio e agora a população paga a conta de uma gestão que visa apenas o lucro dos acionistas”, criticou.
Próximos Passos: O governo federal estuda medidas para aumentar a transparência na formação de preços das distribuidoras. Na Bahia, aliados do governador Jerônimo Rodrigues reforçam o coro de Rui Costa, tentando isolar a imagem do governo do impacto negativo no bolso dos motoristas.
