Quebra de exclusividade da Novo Nordisk abre caminho para versões populares do medicamento queridinho para emagrecimento; entenda os prazos.
Uma notícia aguardada por milhões de brasileiros e pelo setor farmacêutico acaba de ganhar novos capítulos. A patente do Ozempic (semaglutida), medicamento fabricado pela dinamarquesa Novo Nordisk, está próxima do fim no Brasil. Com isso, a produção de versões genéricas e similares deve ser autorizada pela Anvisa, o que promete reduzir drasticamente os preços e ampliar o acesso ao tratamento para diabetes tipo 2 e obesidade.
O Fim da Exclusividade: A patente principal da molécula de semaglutida expira oficialmente em 2026 no território brasileiro. Até então, a Novo Nordisk detinha o monopólio da produção e comercialização, o que mantinha os preços elevados (em média R$ 1.000,00 por caneta). Com a queda da patente, qualquer laboratório que comprove a bioequivalência poderá fabricar o remédio.
Corrida dos Laboratórios: Grandes farmacêuticas nacionais, como Eurofarma, EMS e Ache, já estão em fase avançada de estudos e preparação de plantas fabris para submeter seus pedidos de registro à Anvisa. A expectativa do mercado é que o preço do medicamento possa cair entre 30% e 60% logo no primeiro ano de concorrência.
Impacto na Saúde Pública: A chegada do genérico é vista com bons olhos por especialistas em endocrinologia. “O custo atual é proibitivo para a maior parte da população. O genérico democratiza um tratamento que se mostrou eficaz não apenas no controle glicêmico, mas na redução de riscos cardiovasculares”, afirmam analistas.
Atenção aos Prazos: Embora a patente expire em 2026, o processo de aprovação da Anvisa pode levar alguns meses. Portanto, a previsão mais realista é que as primeiras caixas de “semaglutida genérica” cheguem às prateleiras das farmácias entre o final de 2026 e o início de 2027. Até lá, o uso de versões manipuladas continua sendo proibido e alvo de fiscalização rigorosa.
