“Eu era tratada como inferior”, desabafou a servidora que expôs supostas irregularidades em promotoria de Justiça na Bahia.
O caso envolvendo denúncias de irregularidades no Ministério Público da Bahia (MP-BA) ganhou um novo e grave capítulo nesta segunda-feira (9). A ex-assessora jurídica que denunciou uma promotora de Justiça por desvios administrativos revelou agora ter sido vítima de racismo e assédio moral sistemático durante o período em que trabalhou na instituição.
As Novas Denúncias: Em um relato detalhado e contundente, a servidora afirmou que o ambiente de trabalho era marcado por práticas discriminatórias. Segundo ela, a promotora utilizava termos pejorativos e subestimava sua capacidade intelectual devido à cor de sua pele. “Não era apenas sobre o trabalho mal distribuído, era sobre ser humilhada pela minha raça diante de outros colegas”, afirmou.
Assédio Moral: A ex-assessora descreveu episódios de isolamento e perseguição após questionar procedimentos que considerava irregulares. Ela relata que foi submetida a jornadas exaustivas e cobranças desproporcionais, com o intuito de forçar sua saída do cargo ou silenciar as denúncias sobre a gestão da promotoria.
Impacto Psicológico: O assédio teria resultado em quadros de ansiedade e depressão, levando a servidora a buscar tratamento médico. A denúncia de racismo já foi formalizada junto aos órgãos de controle interno do MP-BA e deve ser encaminhada ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Posicionamento: Em nota, o MP-BA informou que não tolera práticas discriminatórias e que todos os fatos estão sendo rigorosamente apurados pela Corregedoria. A promotora citada, por meio de sua defesa, nega veementemente as acusações e afirma que as denúncias são uma retaliação por questões puramente profissionais.
