Uso de proteína sintética em paciente paraplégico é pioneiro na Bahia e busca regenerar conexões nervosas após lesão medular.
Um paciente de 28 anos, que perdeu os movimentos das pernas após ser atingido por uma bala perdida em Salvador, iniciou nesta semana um tratamento experimental promissor no Hospital Geral do Estado (HGE). O procedimento utiliza a polilaminina, uma proteína sintética desenvolvida para estimular a regeneração de tecidos nervosos, representando uma nova esperança para vítimas de traumas medulares graves.
O Caso: O jovem, identificado como Rodrigo Santos, foi baleado durante um confronto entre facções no bairro da Liberdade há seis meses. O projétil atingiu a coluna vertebral, causando uma lesão que o deixou sem sensibilidade e movimentos do tronco para baixo.
A Tecnologia: A polilaminina atua como uma espécie de “ponte” ou suporte para que os neurônios voltem a crescer e se conectar na área lesionada. A substância é aplicada diretamente no local da lesão por meio de um gel bioativo. Segundo os pesquisadores envolvidos, a técnica já apresentou resultados positivos em testes laboratoriais, ajudando a restaurar funções motoras parciais.
Pioneirismo na Bahia: Esta é uma das primeiras vezes que o protocolo é aplicado em um hospital da rede pública baiana. A equipe médica ressalta que o tratamento é de longo prazo e exige um acompanhamento rigoroso com fisioterapia intensiva para “ensinar” o corpo a utilizar as novas conexões nervosas.
Expectativa: “Não é uma cura milagrosa imediata, mas é o maior avanço que tivemos em décadas para casos como o do Rodrigo”, explicou o neurocirurgião responsável. A família do jovem celebrou a oportunidade: “Cada pequeno sinal de sensibilidade já é uma vitória gigante para nós”, afirmou a mãe do paciente.
