Documentos da CPMI do INSS apontam transferências do presidente Lula e de Paulo Okamotto para o empresário entre 2022 e 2026.
Dados obtidos pela CPMI do INSS revelaram que uma conta bancária de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, movimentou cerca de R$ 19,5 milhões entre janeiro de 2022 e o início de 2026. O relatório da quebra de sigilo bancário, acessado nesta quinta-feira (5), detalha ainda repasses diretos feitos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao seu filho.
As Movimentações: De acordo com o levantamento, a conta mantida no Banco do Brasil registrou 1.531 transações no período. Do montante total, aproximadamente R$ 9,77 milhões correspondem a créditos (entradas), enquanto R$ 9,75 milhões foram destinados a pagamentos e transferências (saídas).
Repasses da Família: O relatório aponta que o presidente Lula transferiu um total de R$ 721,3 mil para o filho em três ocasiões distintas. Além disso, o empresário e amigo da família, Paulo Okamotto, realizou um depósito de R$ 152,4 mil na mesma conta em julho de 2022.
Contexto da Investigação: A quebra de sigilo foi autorizada no âmbito da CPMI que apura fraudes no INSS. Os investigadores buscam esclarecer se há ligação comercial entre Lulinha e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como operador de um esquema de descontos ilegais em aposentadorias.
Defesa e Alegações: Aliados e a defesa de Fábio Luís afirmam que os recursos têm origem lícita e são fruto de rendimentos de investimentos e operações entre as suas empresas, como a LLF Tech e a G4 Entretenimento. Sobre os valores recebidos do pai e de Okamotto, a defesa sustenta que parte dos recursos refere-se a herança e doações legais, e que todos os esclarecimentos serão prestados ao Supremo Tribunal Federal (STF).
