Ministério Público apura irregularidades em contrato de capina elétrica com pagamentos acelerados e suspeita de superfaturamento.
O prefeito de Itagibá, Marquinhos (PCdoB), tornou-se alvo de uma investigação por suspeita de causar um prejuízo de mais de R$ 500 mil ao erário municipal. O foco da apuração é um contrato para serviços de capina elétrica que teria apresentado graves violações administrativas e indícios de manipulação para acelerar o desvio de recursos.
O Esquema: Segundo a denúncia apresentada ao Ministério Público, a prefeitura desembolsou R$ 563.428,41 em apenas quatro meses de execução do contrato — o que representa quase 68% do valor total estimado (R$ 832 mil). A velocidade dos pagamentos chamou a atenção dos investigadores pela desproporcionalidade com o serviço prestado.
Manobra Técnica: A investigação aponta que houve uma alteração na unidade de medida do serviço, mudando de Metro Linear (ML) para Metro Quadrado (M²). Para os denunciantes, essa mudança foi uma manobra deliberada para mascarar o superfaturamento e permitir a saída rápida de dinheiro público sem a devida contraprestação de serviço.
Operação Carta Marcada: O caso pode estar ligado a um grupo criminoso organizado especializado em fraudar licitações no sudoeste da Bahia. Recentemente, a Polícia Civil deflagrou a Operação Carta Marcada, que resultou no afastamento de um secretário municipal e de uma servidora da Controladoria de Itagibá, além do bloqueio de bens de diversos investigados.
Próximos Passos: O Ministério Público segue a recolher provas para identificar se houve direcionamento na licitação e ocultação de valores. A defesa do prefeito Marquinhos ainda não se manifestou oficialmente sobre os detalhes desta investigação específica, embora o gestor tenha mantido a agenda administrativa.
