Geraldo Alckmin destaca que encontro em março visa reverter taxas de 50% impostas pela Casa Branca a produtos brasileiros.
O governo brasileiro aposta no encontro presencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o homólogo norte-americano Donald Trump, previsto para março, como a chave para suspender o “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos. A expectativa foi reforçada nesta quinta-feira (19) pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin.
Desequilíbrio Comercial: Durante um evento em Caxias do Sul (RS), Alckmin criticou a manutenção das taxas de 50% sobre exportações brasileiras. O vice-presidente argumentou que a medida não se justifica, já que o Brasil oferece tarifas quase nulas a produtos dos EUA. “Dos 10 produtos que eles mais vendem para o Brasil, oito têm tarifa zero”, pontuou.
Diplomacia Presencial: A visita de Lula à Casa Branca foi articulada após uma chamada telefónica entre os líderes em janeiro de 2026. As diplomacias de ambos os países trabalham agora para conciliar agendas e fechar a data exata em março. O objetivo é transformar a relação pessoal entre os mandatários num acordo que alivie a pressão sobre o setor produtivo nacional.
Cenário Económico: Alckmin lembrou que o Brasil é um dos poucos países do G20 com quem os EUA mantêm superávit comercial. A derrubada das tarifas é vista como essencial para manter a competitividade de produtos brasileiros no mercado norte-americano e evitar um prejuízo maior à balança comercial em 2026.
