Convocação de protesto para 1º de março divide aliados entre o foco no impeachment de ministros e a prioridade pela anistia aos presos do 8 de Janeiro.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) assumiu o protagonismo na convocação de uma manifestação marcada para o dia 1º de março, em Brasília. O movimento, focado no pedido de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), gerou um forte desconforto e evidenciou divisões estratégicas dentro da ala bolsonarista.
Conflito de Prioridades: Parte dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro defende que a energia do grupo deveria estar voltada exclusivamente para a articulação da anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Para este setor, insistir na destituição de ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli pode ser contraproducente, uma vez que o substituto seria indicado pelo presidente Lula.
A Reação de Nikolas: Diante das críticas internas, Nikolas Ferreira questionou a falta de coerência de colegas que, nos últimos anos, mantiveram o impeachment como pauta central. O parlamentar argumenta que a mobilização popular é essencial para pressionar o Congresso e que a pauta do impeachment está conectada à luta pela anistia e à derrubada de vetos presidenciais.
Cenário Político: O racha expõe uma disputa por protagonismo na direita brasileira. Enquanto uma ala prefere a articulação legislativa e o capital político para 2026, Nikolas aposta no enfrentamento direto com a Corte. A manifestação de março servirá como termômetro para medir o poder de mobilização e a unidade do campo conservador.
