Negociação envolveu 55% da Viking Participações e ocorreu pouco antes da prisão do ex-banqueiro pela Polícia Federal.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro vendeu 55% da Viking Participações, sua holding patrimonial e proprietária de três aeronaves, para o Stern Fundo de Investimento em Participações (FIP), administrado pela Reag. A transação foi formalizada em setembro de 2025, período marcado por crises no Banco Master, incluindo o veto do Banco Central à compra do BRB e a abertura de inquéritos pela Polícia Federal.
Mudança na Gestão
Com a venda da participação majoritária na holding, Vorcaro também deixou o cargo de administrador da companhia. O posto foi assumido por Adriano Garzon Correa, profissional com histórico de atuação como despachante em Minas Gerais. Entre os ativos da Viking está um jato Falcon 7X, avaliado em aproximadamente R$ 200 milhões, que chegou a ser alvo de apreensão pela Polícia Federal durante as investigações.
Contexto das Investigações
A movimentação societária ocorreu em meio à Operação Carbono Oculto, que apura supostas fraudes financeiras e a infiltração de organizações criminosas no mercado de capitais. A Reag, gestora do fundo que adquiriu a fatia da Viking, também é alvo de investigações por suspeita de inflar artificialmente ativos ligados ao Banco Master.
Posicionamento da Defesa
Em nota, a assessoria de Daniel Vorcaro afirmou que a venda foi acordada ainda em 2024 e que os atos realizados em 2025 foram apenas formalizações burocráticas. A defesa ressaltou que Vorcaro permanece como acionista e controlador da Viking e que a operação seguiu critérios comerciais regulares, reforçando que o empresário segue colaborando com as autoridades.
