Oposição protocola pedidos de afastamento baseados em supostas irregularidades em contratos de prestação de serviços; gestão nega ilegalidades e fala em “manobra política”.
O cenário político baiano entrou em estado de alerta máximo nesta semana. O governador tornou-se o alvo central de sucessivos pedidos de impeachment protocolados na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). As peças jurídicas fundamentam-se em novas revelações do chamado “Caso Master”, uma investigação que apura supostas irregularidades em contratos firmados pelo Governo do Estado com empresas de prestação de serviços e eventos, apontando indícios de crime de responsabilidade.
O Teor das Acusações
Os autores dos pedidos sustentam que houve omissão ou conivência por parte da governadoria em processos licitatórios que teriam favorecido grupos específicos. Segundo a argumentação da oposição, o “Caso Master” revelou uma rede de contratos superfaturados e serviços não executados que drenaram recursos públicos. A tese do impeachment baseia-se na violação da Lei de Improbidade Administrativa e no descumprimento do dever de zelo com o erário.
Reação do Governo
Em nota oficial, o Governo do Estado classificou a movimentação como uma “tentativa desesperada da oposição de desestabilizar a gestão”. O texto afirma que todos os contratos citados passaram pelos órgãos de controle interno e que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) já prepara a defesa técnica. O governador, em breve declaração, afirmou estar “sereno e focado em trabalhar pela Bahia”, tratando as acusações como infundadas.
Tramitação na ALBA
Para que o processo avance, o presidente da Assembleia Legislativa precisa acolher formalmente a denúncia. A partir daí, uma comissão especial é formada para analisar a admissibilidade do pedido. O clima nos corredores da ALBA é de intensa articulação, com a base governista tentando barrar a abertura do processo enquanto a oposição busca votos entre os parlamentares independentes para levar a pauta ao plenário.
