Comissão parlamentar mira empresária que possui vínculos societários com o senador; investigação foca em articulações de influenciadores e servidores no órgão previdenciário.
A CPMI do INSS deu um novo passo em suas investigações e agora mira o círculo próximo do senador Flávio Bolsonaro. Os membros da comissão avaliam a convocação de uma empresária que é sócia do parlamentar em empreendimentos privados. O interesse dos investigadores surgiu após a identificação de ligações entre ela e um personagem central do caso, conhecido como “Careca do INSS”, suspeito de intermediar acessos privilegiados e benefícios irregulares na estrutura da Previdência Social.
O Foco da Investigação
A comissão busca entender se as relações societárias foram utilizadas para facilitar o trânsito de pessoas investigadas dentro do órgão federal. A figura do “Careca do INSS” é apontada como um dos principais articuladores de um esquema que envolvia a agilização de processos em troca de vantagens, e a proximidade dele com a sócia do senador acendeu o alerta dos parlamentares que compõem a junta investigativa.
Para os membros da oposição na CPMI, o depoimento da empresária é fundamental para esclarecer se houve tráfico de influência ou se o nome do senador foi utilizado, direta ou indiretamente, para abrir portas no INSS durante a gestão passada.
Reações nos Bastidores
Aliados de Flávio Bolsonaro afirmam que a tentativa de convocação é uma manobra política para desgastar a imagem da família e do partido. Alegam que as atividades comerciais da empresária são lícitas e não possuem qualquer relação com as irregularidades investigadas no órgão previdenciário.
Por outro lado, o relator da comissão insiste que a rede de contatos identificada pela Polícia Federal e pelo compartilhamento de dados com a CPMI justifica o chamamento para prestar esclarecimentos, visando mapear como o grupo operava nos bastidores do governo.
