Governos repudiam as ações militares unilaterais americanas, alertam para o precedente perigoso e reforçam a adesão aos princípios do Direito Internacional e da Carta das Nações Unidas.
Em um comunicado conjunto divulgado neste domingo (4), seis nações — Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai — condenaram o ataque militar orquestrado pelos Estados Unidos contra a Venezuela. Os países manifestaram profunda preocupação com a ofensiva, que resultou em explosões em Caracas e na suposta captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa.
Condenação e Princípios
Na nota, os governos dos seis países signatários condenam a gravidade das ações e reafirmam o compromisso com os princípios da Carta das Nações Unidas, destacando:
“Expressamos nossa profunda preocupação e repúdio às ações militares realizadas unilateralmente em território venezuelano, que contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça de força, e o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas”.
Precedente Perigoso e Zona de Paz
Os países alertam que a ofensiva dos EUA constitui um “precedente extremamente perigoso” para a paz e a segurança regional, colocando em risco a população civil e ameaçando a estabilidade da América Latina e do Caribe como zona de paz.
O comunicado enfatiza que a solução para a crise na Venezuela deve ser buscada exclusivamente por meios pacíficos, através do diálogo, negociação e respeito à vontade do povo venezuelano, sem qualquer interferência externa.
Apelo e Advertência sobre Recursos
Os signatários fizeram um apelo por unidade regional, que supere as diferenças políticas, e solicitaram que o secretário-geral da ONU, António Guterres, e outros mecanismos multilaterais ajudem a reduzir as tensões.
O documento também expressou preocupação com “qualquer tentativa de controle governamental, administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos” venezuelanos, como o petróleo, o que ameaça a estabilidade econômica e social da região.
