Ministro do STF teria manifestado interesse em andamento de apuração sobre suposta fraude de R$ 12,2 bilhões na venda do Banco Master ao BRB; Moraes nega as acusações.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, está no centro de uma nova controvérsia política. Banqueiros e autoridades em Brasília revelaram que Moraes teria manifestado a integrantes da Polícia Federal (PF) um forte interesse no andamento das investigações sobre uma suposta fraude de R$ 12,2 bilhões envolvendo a operação de venda do Banco Master para o Banco de Brasília (BRB). Além da PF, o ministro também é acusado de coagir o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
O Envolvimento de Moraes
As acusações de pressão levantam questionamentos sobre o papel do ministro nas investigações, especialmente devido ao seu vínculo familiar com a instituição financeira:
- Vínculo Familiar: A esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, é advogada do Banco Master, e seu escritório mantém um contrato com a instituição financeira avaliado em R$ 129 milhões.
- Suposta Pressão na PF: O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, teria sido informado sobre o interesse de Moraes no caso, e teria reportado o assunto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teria respondido: “Faça o que for necessário”. No entanto, Rodrigues nega publicamente ter conversado com Moraes ou Lula sobre a investigação.
- Coação ao Banco Central: Moraes também é acusado de coagir o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em defesa dos interesses do Banco Master.
A Defesa do Ministro
Em nota oficial, Alexandre de Moraes negou veementemente ter exercido qualquer pressão sobre Galípolo. O ministro afirmou que conversou com o presidente do BC apenas sobre as sanções impostas a ele pela Lei Magnitsky.
A Investigação da Fraude
Em novembro, o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso por suposta irregularidade na venda da instituição financeira.
