A cineasta, fundadora da Oxalá Produções, era considerada uma das vozes mais atuantes e premiadas de sua geração na construção de narrativas afro-brasileiras.
O cinema brasileiro perdeu a cineasta, produtora e roteirista Joyce Prado, aos 38 anos. Fundadora da Oxalá Produções, a artista era uma voz proeminente e premiada, focada em narrativas da cultura afro-brasileira e da diáspora africana. Joyce era considerada uma referência no fortalecimento de narrativas negras no cinema contemporâneo. A causa da morte não foi informada.
Trajetória e Legado
Joyce Prado marcou sua carreira com obras que combinavam estética e resgate histórico.
- Longa-Metragem: Seu primeiro longa, “Chico Rei Entre Nós” (2020), é um de seus trabalhos mais conhecidos, vencedor do prêmio de Melhor Filme na 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
- Audiovisual e Música: A diretora também teve uma parceria notável com a cantora Luedji Luna, dirigindo videoclipes aclamados como “Banho de Folhas”, “3 Marias” e “Bom Mesmo é Estar Debaixo D’Água”. Esses trabalhos renderam prêmios no Music Video Festival Awards (MVF) e no Womem’s Music Event (WME).
- Outros Trabalhos: Seus projetos recentes incluem as séries The Beat Diáspora (YouTube Originals) e Ancestralidades (canal Arte 1).
Atuação e Representatividade
Joyce Prado também teve um papel crucial na luta por representatividade e políticas de reparação histórica no setor audiovisual.
- Ela era membro fundadora da Associação de Profissionais Negros do Audiovisual (APAN).
- Sua carreira tinha forte presença internacional, com participação em laboratórios como o Rotterdam Lab (Holanda), Berlinale Talents (Alemanha) e Ventana Sur (Argentina).
Repercussão
O Ministério da Cultura (MinC) lamentou a perda, destacando sua solidariedade à família e aos colegas. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também prestou homenagem nas redes sociais, lembrando que Joyce dirigiu seu clipe “Terra Aféfé” e ressaltando sua “sensibilidade artística” e a contribuição de seu legado.
