O Colégio Adventista de Alagoinhas viralizou após mostrar um estudante negro com roupas rasgadas ao lado de um garoto branco, que interpretava um fazendeiro com chicote. A instituição alegou “interpretações equivocadas”.
O Colégio Adventista de Alagoinhas, no interior da Bahia, causou grande indignação nas redes sociais após a divulgação de imagens de uma apresentação realizada por estudantes para o Dia da Consciência Negra. O vídeo, publicado inicialmente nas redes sociais da própria escola, mostrava um aluno negro amarrado a um tronco e com roupas rasgadas, enquanto um garoto branco, ao lado, vestia um chapéu de fazendeiro e segurava um chicote.
A Repercussão e a Crítica de Especialistas
A cena gerou forte reação e críticas imediatas por parte de internautas e especialistas. A escritora e professora Bárbara Carine, autora do livro “Como ser um educador antirracista” (vencedor do Prêmio Jabuti em 2024), manifestou-se contrária, afirmando que a escola optou por “reproduzir o protagonismo branco” em um evento que deveria focar na celebração e resistência negra.
Em outras imagens que circularam, uma aluna branca aparece interpretando a Princesa Isabel assinando a Lei Áurea, reforçando a crítica sobre o foco dado ao abolicionismo de forma protagonizada por figuras brancas.
Posicionamento do Colégio
Em nota, o Colégio Adventista de Alagoinhas lamentou a situação e atribuiu a revolta a “interpretações equivocadas”.
A instituição afirmou que os vídeos que circularam eram “trechos isolados da atividade pedagógica”, o que, segundo a escola, comprometia a compreensão integral do conteúdo trabalhado. O colégio reforçou que a apresentação não reflete os valores que defende.
