A crise financeira na Prefeitura de Lauro de Freitas continua gerando graves prejuízos, e um dos setores mais afetados é o de eventos. Empresas que prestaram serviços de estrutura, produção e logística para eventos municipais estão há meses sem receber, acumulando uma dívida milionária classificada como Despesas de Exercícios Anteriores (DEA).
O Legado de Dívidas:
Ao assumir a gestão, a prefeita Débora Régis declarou estado de calamidade financeira, citando uma dívida herdada que ultrapassava R$ 700 milhões. Dentro desse montante, está um passivo considerável com fornecedores, que atingiu mais de R$ 150 milhões em débitos de curto prazo. As empresas de eventos estão inseridas nessa massa de credores.
O Impacto Destruidor no Setor:
O não pagamento dessas obrigações não é apenas um problema burocrático; é uma ameaça real à sobrevivência das empresas locais. A falta de capital de giro resultante do atraso nos pagamentos tem levado a:
- Risco de Falência: Produtoras e prestadores de serviço não conseguem honrar seus próprios compromissos, como salários e impostos.
- Demissões: A inatividade forçada e a ausência de recebimento levam ao corte de postos de trabalho.
- Comprometimento de Eventos Futuros: A desconfiança e a incapacidade financeira dessas empresas comprometem a realização de futuros projetos na cidade.
Cobrança por Transparência e Ação:
Embora a atual administração tenha sinalizado esforços para regularizar a situação, afirmando ter pago mais de R$ 37 milhões em DEA até meados de 2025, o setor de eventos exige mais:
- Plano de Quitação Detalhado: Um cronograma claro e público sobre como e quando as dívidas com o setor serão zeradas.
- Transparência: Informações específicas sobre os valores devidos a cada empresa credora e as etapas de pagamento.
A economia de Lauro de Freitas depende da saúde de seus fornecedores. É urgente que a Prefeitura priorize a quitação destas dívidas para que o setor de eventos possa se reerguer e continuar gerando empregos e cultura na cidade.
