Uma das cenas mais chocantes reveladas após a megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, envolveu o traficante Yago Ravel, de 19 anos, conhecido como Ravel do CV. O corpo do jovem, que atuava como soldado do Comando Vermelho (CV), foi encontrado decapitado em uma área de mata, com sua cabeça amarrada em uma árvore.
Yago Ravel, de 19 anos, era um soldado do Comando Vermelho (CV) e fazia parte do grupo armado que atuava na linha de frente da defesa do tráfico na região do Complexo do Alemão. Com cerca de 2,2 mil seguidores nas redes sociais, o traficante costumava ostentar fotos com motos de luxo (como BMWs), fuzis e cigarros de maconha. Seu corpo foi encontrado vestido com fardamento militar camuflado próximo ao local da decapitação.
A Certidão de Óbito e a Versão da Mãe
A certidão de óbito do jovem aponta a causa da morte como “secção medular cervical, múltiplos ferimentos cortantes e fraturas de ossos da face”. O atestado detalha ainda “ruptura do cabo cabeludo com secção medular e exposição do conteúdo encefálico”.
Em um forte desabafo na frente do Instituto Médico Legal (IML), a mãe do traficante, Rakhel Rios, alegou que seu filho foi espancado antes de ser decapitado, afirmando que o corpo não apresentava marcas de tiros. “Cortaram a cabeça e botaram em uma estaca de troféu”, disse ela.
Contexto da Megaoperação
A ação conjunta das polícias do Rio de Janeiro e do Pará, considerada a mais letal da história fluminense, resultou na morte de 117 suspeitos e na prisão de 83. Quatro policiais (dois do Bope e dois da Polícia Civil) também morreram na megaoperação.
