Deputado ligado ao União Brasil, Dal Barreto atua como deputado federal e está em sua primeira eleição ao cargo | Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
O deputado federal baiano Adalberto Rosa Barreto, conhecido como Dal Barreto (União Brasil), é um dos alvos da nova fase da Operação Overclean, deflagrada nesta terça-feira (14) pela Polícia Federal (PF). A operação visa desarticular organizações criminosas suspeitas de envolvimento em fraudes licitatórias e desvios de recursos públicos. O parlamentar foi abordado por agentes da PF ainda no aeroporto, teve seu celular apreendido e diversos bens foram alvo de busca e apreensão.
Detalhes da Operação e Mandados
A Operação Overclean teve como alvos a casa do deputado em sua cidade natal, Amargosa (a 270 km de Salvador), e um posto de combustíveis que pertence à sua família. Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), devido ao foro privilegiado do parlamentar.
A investigação aponta que o esquema criminoso tem foco em fraudes em licitações e desvio de verbas públicas, com ações que se estendem a outras figuras políticas ligadas ao União Brasil, como o deputado Elmar Nascimento e seu irmão Elmo Nascimento, que foram investigados em fases anteriores.
Quem é Dal Barreto
Natural de Amargosa, Dal Barreto iniciou sua carreira política na cidade. Após uma tentativa fracassada à prefeitura em 2008, ele retornou ao cenário político em 2018, elegendo-se deputado estadual pelo PCdoB.
Sua trajetória política é marcada por mudanças partidárias:
- Em 2019, deixou o PCdoB para se filiar ao Partido Progressistas (PP).
- Em 2022, migrou para o União Brasil, partido pelo qual se elegeu deputado federal com 140.435 votos, exercendo seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados.
No Congresso Nacional, o deputado chamou a atenção por seu posicionamento em votações polêmicas, tendo votado a favor da chamada “PEC da Blindagem” — que exigia autorização da Câmara para investigar deputados — e também a favor da soltura de Chiquinho Brazão, acusado de ser o mandante do assassinato de Marielle Franco.
A investigação segue em andamento, e o deputado não se manifestou publicamente sobre a operação até o momento.
