Presidente sai em defesa de ex-auxiliar e afirma que transação financeira com alvo da Operação INSS tem caráter estritamente pessoal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou publicamente a polêmica envolvendo seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”, que admitiu ter realizado um empréstimo financeiro com uma empresária investigada pela Polícia Federal no esquema de fraudes no INSS. Em declaração a jornalistas, o chefe do Executivo saiu em defesa do ex-auxiliar e declarou confiar na integridade de sua trajetória.
Lula argumentou que a movimentação financeira entre pessoas físicas, desde que declarada e legal, não configura crime ou ato de corrupção. O presidente ressaltou que Marcola não atua mais na função governamental e defendeu que acusações não devem ser precipitadas antes da conclusão dos trabalhos de apuração conduzidos pelos órgãos de controle e pela Polícia Federal.
A manifestação do presidente ocorre em meio à forte pressão da oposição no Congresso Nacional, que cobra explicações formais sobre as conexões entre integrantes do governo e alvos da investigação da PF. Aliados do Planalto tentam estancar a crise política e isolar o Palácio do Planalto dos desdobramentos do inquérito.
Destaques do Caso:
- Defesa Pública: Lula sai em amparo a ex-chefe de gabinete e classifica empréstimo como assunto de âmbito pessoal.
- Confiança Mantida: Presidente pede cautela e afirma que transação financeira declarada não indica irregularidade.
- Reação no Congresso: Oposição mantém pressão por esclarecimentos sobre ligações com investigada no caso INSS.
