Itamaraty solicitou consultas no sistema de solução de controvérsias alegando que as tarifas dos EUA violam acordos internacionais.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou formalmente a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as recentes sobretaxas impostas pelos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, a produtos exportados pelo Brasil. O pedido de consultas foi formalizado pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) no sistema de solução de controvérsias da entidade comercial sediada em Genebra.
A iniciativa questiona as medidas tarifárias norte-americanas baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que aplicaram alíquotas adicionais sob alegações de questões comerciais e de regulamentação. Na petição, o governo brasileiro argumenta que as taxas impostas por Washington são injustificadas e violam compromissos assumidos pelos EUA no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT 1994).
A etapa de pedido de consultas é o primeiro passo formal do processo na OMC, criando um espaço de negociação direta para tentar construir uma solução consensual entre os dois países. Caso as conversas diplomáticas não avancem, o Brasil poderá solicitar a abertura de um painel de julgamento para analisar a legalidade das barreiras tarifárias norte-americanas.
Destaques do Caso:
- Ação na OMC: Brasil pede consultas formais na Organização Mundial do Comércio contra barreiras dos EUA.
- Incompatibilidade: Itamaraty aponta que sobretaxas violam o Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT).
- Via Diplomática: Etapa busca negociação direta entre Brasília e Washington antes da abertura de painel.
