Presidente estadual do PL contrapôs tese de perseguição política e defendeu transparência total nas investigações sobre o líder do governo no Senado.
O ex-ministro e presidente do PL na Bahia, João Roma, manifestou-se publicamente sobre os desdobramentos da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. O líder oposicionista defendeu que o caso, que apura repasses financeiros suspeitos ao núcleo familiar do senador Jaques Wagner (PT-BA), seja conduzido com o máximo rigor da legislação vigente.
Roma rechaçou as declarações de aliados do governo que apontaram motivação política ou tentativa de enfraquecimento do estado na ação policial. Para o dirigente partidário, as instituições republicanas devem atuar de forma autônoma para esclarecer os indícios de corrupção e lavagem de dinheiro, assegurando o amplo direito de defesa aos envolvidos, mas sem qualquer tipo de leniência institucional.
A manifestação de Roma aprofunda o embate nos bastidores políticos baianos após a ofensiva da PF, que cumpriu mandados contra o enteado, a nora e o compadre de Wagner em Salvador. A oposição busca pautar o debate ético em torno dos repasses de R$ 3,5 milhões e das vantagens imobiliárias atribuídas ao grupo econômico ligado ao Banco Master, enquanto a base governista tenta blindar a imagem do parlamentar.
Destaques da Declaração:
- Cobrança Institucional: Roma exigiu que a PF e o Judiciário atuem com isenção e rigor técnico no andamento do inquérito penal.
- Contraponto a Aliados: O ex-ministro criticou as falas de governistas que classificaram a apuração como uma articulação política coordenada.
- Foco na Transparência: O presidente do PL destacou a necessidade de esclarecimento rápido sobre as movimentações que envolveram parentes do senador.
