Senador e líder do governo se pronunciou após operação da PF contra familiares e negou qualquer tipo de intermediação ou favorecimento ao Banco Master.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) manifestou-se publicamente após a deflagração da nona fase da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal, que cumpriu mandados de busca e apreensão contra integrantes de seu núcleo familiar. O parlamentar confirmou ter tido dois encontros com o banqueiro Daniel Vorcaro, mas rechaçou as suspeitas de corrupção e classificou seu vínculo com o empresário como uma relação “praticamente zero”.
De acordo com o líder do governo no Senado, as reuniões ocorreram em agendas institucionais e não envolveram nenhum tipo de tratativa ilícita ou favorecimento ao Banco Master no Congresso Nacional. Wagner argumentou que, devido à sua função pública e à sua longa trajetória política, é natural receber representantes de diferentes setores econômicos, o que não configura cumplicidade com irregularidades.
A manifestação do senador ocorre em resposta às ações de campo da PF que miraram seu enteado, Eduardo Sodré Martins, sua nora, Bonnie Bonilha, e seu compadre, Augusto Lima. A investigação apura supostos repasses de R$ 3,5 milhões a empresas ligadas aos parentes do parlamentar, além de vantagens como o uso de aeronaves e recebimento de imóveis. Wagner declarou estar tranquilo e demonstrou confiança na elucidação dos fatos.
Destaques do Pronunciamento:
- Contatos Confirmados: Wagner admitiu duas reuniões com Vorcaro, mas assegurou que as conversas tiveram caráter puramente formal e institucional.
- Distanciamento: O parlamentar enfatizou que não mantém proximidade, intimidade ou parcerias comerciais com o banqueiro investigado pela PF.
- Confiança na Justiça: O senador reiterou a lisura de seus atos legislativos e afirmou que o caso será devidamente esclarecido pelas autoridades judiciais.
