Nona fase da Operação Compliance Zero investiga repasses milionários e imóveis que teriam beneficiado o núcleo familiar do senador baiano.
A Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, cumprindo mandados de busca e apreensão contra figuras do círculo familiar e íntimo do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. As investigações apuram supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo vantagens indevidas pagas por executivos ligados ao Banco Master.
Entre os alvos centrais da ofensiva em Salvador estão Eduardo Sodré Martins, enteado do senador, e sua esposa, Bonnie Bonilha. A PF apura se uma empresa controlada pela nora de Wagner recebeu repasses que somam R$ 3,5 milhões de firmas vinculadas ao empresário Augusto Lima. Lima, ex-sócio da instituição financeira e compadre do parlamentar, também é alvo da mesma operação.
Além dos repasses financeiros sob suspeita, a apuração aponta que o senador teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões em Salvador, além de usufruir do uso de jatos particulares e ingressos para shows no exterior oferecidos pelo grupo econômico. A suspeita dos investigadores é de que as vantagens tenham sido concedidas em troca de influência política em pautas de interesse da instituição financeira no Congresso Nacional.
Destaques da Investigação:
- Núcleo Familiar: Eduardo Sodré Martins (enteado) e Bonnie Bonilha (nora) tiveram endereços vasculhados pelos agentes federais em Salvador.
- O Compadre: O empresário Augusto Lima, amigo próximo de Wagner, voltou a ser alvo de buscas para detalhar sua relação com o parlamentar.
- Vantagens Suspeitas: PF mapeia o fluxo financeiro de R$ 3,5 milhões a familiares, o recebimento de imóvel de luxo e o uso de aeronaves privadas.
