Presidente do Conselho do banco destacou a necessidade de conter o crescimento dos gastos públicos, mas classificou o ajuste econômico brasileiro como simples de resolver.
O presidente do Conselho de Administração do BTG Pactual, André Esteves, afirmou neste sábado (23) que o próximo mandatário a assumir a Presidência da República, em 2027, herdará um país em situação macroeconômica organizada, ou “arrumadinho”. Durante a sua participação em um evento voltado ao mercado de capitais, o banqueiro avaliou que os problemas financeiros estruturais do Brasil são relativamente fáceis de solucionar, desde que haja o compromisso político adequado.
Apesar do tom otimista em relação ao potencial de crescimento e à resiliência do mercado interno, Esteves fez uma advertência clara sobre a condução da política fiscal brasileira. Segundo o executivo, a principal exigência para assegurar a estabilidade econômica no médio e longo prazo é a contenção rigorosa do crescimento das despesas públicas, um tema que continua no centro dos debates entre a equipe econômica do governo federal e o setor privado.
O empresário ponderou que o ajuste fiscal necessário para o país não demanda medidas extremas ou complexas, classificando a gestão das contas públicas como uma tarefa viável, contanto que as metas estabelecidas sejam respeitadas. Para o banqueiro, o afastamento de cenários de descontrole severo ou recessão prolongada ajuda a consolidar a percepção de segurança jurídica e a manter a atratividade do Brasil para a captação de investimentos estrangeiros diretos.
A análise de André Esteves ocorre em um momento em que agentes financeiros e analistas políticos intensificam as projeções para o cenário de transição fiscal que se desenhará após as próximas eleições presidenciais. O posicionamento de lideranças do ecossistema financeiro é monitorado de perto pelo mercado, visto que influencia diretamente as expectativas em torno do comportamento das taxas de juros e da trajetória da dívida pública do país.
